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Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre uma loja e outra em SP
Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre uma loja e outra em SP (Foto: Reprodução)

Remédio pode custar 25 vezes mais entre uma loja e outra, aponta pesquisa do Procon Fernando Bellon/TV TEM Uma pesquisa do Procon acendeu um alerta para quem vai à farmácia com frequência: em São Paulo, o mesmo medicamento pode custar 25 vezes mais entre uma loja e outra. A variação também vale para diferentes regiões da cidade e do medicamento original para o genérico. Um levantamento do Procon feito com dez redes de farmácias de São Paulo mostrou que os preços de um mesmo medicamento podem variar em até 25 vezes de uma loja física para outra. As maiores variações, para mais e para menos, estão na Zona Sul da capital. O genérico tadalafila — remédio para circulação — é vendido por R$ 3,87 em uma loja na Zona Sul. Em outra, chega a R$ 98, na Zona Norte. A loratadina, um antialérgico, também apresenta uma grande diferença de preços: enquanto em uma loja o valor ficou em R$ 1,98, na outra chegou a R$ 22,36. Já o valor da nimesulida, um anti-inflamatório, é 11 vezes maior de uma loja para outra. "Além disso, nós detectamos que o preço do genérico é, em média, 60% mais barato que o do medicamento de referência. Essa é uma informação muito importante, porque indica uma economia para o consumidor", explica Luiz Orsatti Filho, diretor executivo do Procon-SP. Agora no g1 A velha e boa dica de pesquisar os preços antes de comprar remédios continua valendo. O problema é que muitas pessoas com mobilidade reduzida podem ter dificuldade para bater perna atrás do melhor preço. Uma alternativa é comprar pela internet. A boa notícia é que, pela internet, os preços costumam ser menores e a diferença entre um site e outro também. Os genéricos vendidos online ficaram, em média, 20,58% mais baratos. Já os medicamentos de referência ficaram, em média, 8,13% mais em conta. Mesmo assim, é preciso ficar de olho. A pesquisa encontrou outro remédio para pressão, o citrato de sildenafila, por R$ 0,89 em um site e por quase R$ 12 (R$ 11,90) em outro. "Ou seja, vale, e vale muito a pena, o consumidor pesquisar antes de fazer a sua compra", reforça Luiz Orsatti Filho. Vale ressaltar que os preços dos medicamentos subiram acima da inflação entre 2025 e 2026. O índice geral ficou em 4,99%. Os genéricos subiram 12,74% e os medicamentos de referência, 8,43%. Reforçando um detalhe importante da pesquisa: nenhuma farmácia cobrou valores acima do teto estabelecido pelo governo federal. Mesmo com os remédios subindo acima da inflação, o mercado funciona sob a lei da livre concorrência. Ou seja, respeitando o limite máximo, cada loja decide o preço final para o consumidor.